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Mensagens

A mostrar mensagens de 2014

Porque é que não estou entusiasmada com o filme do Paper Towns

Acho que toda a gente tem um (ou vários) guilty pleasures na sua vida. No meu caso tenho muitos, e um deles é ter lido (e a certo ponto gostado) de alguns livros do John Green.
Para quem ainda não fez a ligação, John Green é o vlogger que escreveu o famoso 'The Fault in our Stars', a a comovente história de amor entre dois adolescentes com cancro, que mais tarde deu origem a um filme ainda mais popular que o livro (que é o que acontece a maior parte das vezes). Devo confessar que li o livro e até gostei. Tinha uma leitura descontraída e fácil, tal como eu gosto, e estava escrito do ponto de vista da personagem principal, Hazel, o que dá mais credibilidade e interesse à narrativa. Porém, não fiquei assim tão emocionada e muito menos me vieram as às lágrimas aos olhos, como aconteceu à maior parte das raparigas (e rapazes..) que o leram. Ao início, não sabia bem porquê, porque eu até sou bastante chorona e comovo-me com tudo e mais alguma coisa, por isso fez-me confusão ser a ú…

In Clothes Called Fat (graphic novel)

Quando estava no secundário, tive uma fase exaustiva e obcessiva por Anime e Manga. Li muita manga, consumi muito merch de Anime e fui uma high roler de convenções nipónicas do tipo Iberanimes e Anipops. Acontece que, tal como toda a gente previa, enjoei de todo esse mundo. Enjoei e fartei-me de tal forma que até agora, não tive vontade de voltar a pegar em nada que me fizesse ler de trás para a frente.
E agora, passados estes anos, decidi voltar a tentar ler manga, mas não podia ser outra vez manga do costume. Já chega de guinchos e gemidos de gajas de 13 anos vestidas de neko maidens e de gajos musculados efeminados, das histórias clichés que não fazem sentido e de personagens estereotipadas e previsíveis; queria encontrar algo que me voltasse a dar fé e vontade para ler manga, algo diferente. E num dia como todos os outros, fui à BDmania e encontrei este exemplar.
In Clothes Called Fat, uma graphic novel escrita e desenhada por Moyoco Anno (uma artista multifacetada uau) aborda o t…

Baby's in Black (graphic novel)

Para quem ainda não sabe, eu sou uma grande e devota fã da banda intemporal os Beatles, e como tal, tenho tendência a comprar muito merchandise inútil e usar tudo o que tenha o Yellow Submarine estampado. E este livro pode ter sido ligeiramente consequência disso (ao início). Na minha última visita à BD Mania, encontrei esta pérola escondida no meio de outras graphic novels indies, e chamou-me à atenção não só pelo tipo de desenho, mas porque percebi rapidamente que era sobre o 5º Beatle, Stuart Sutcliffe, aquele que abandonou a banda para se dedicar às artes plásticas (opa opa!).
Baby's in Black é o graphic novel de estreia de Arne Bellstorf, um ilustrador e cartoonista alemão residente em Hamburgo. Arne encontrou uma foto de Astrid Kirchherr e a partir daí a sua curiosidade pela relacção dela com os Beatles (mais propriamente o Stuart) foi crescendo e originou então esta obra.


A história passa-se na famosa viagem dos jovens Beatles (ainda desconhecidos) a Hamburgo, na Alemanha. …

Blue is the Warmest Color - Le Bleu est une Couleur Chaude (graphic novel)

Foi nesta semana passada que fui à Fnac (outra vez) e decidi gastar uns euros na versão traduzida para inglês de 'Le Bleu est une Couleur Chaude'.

Já conhecia o livro há um tempo, e não é por causa da recente adaptação ao cinema - A vida de Àdele - que tanto foi falada durante semanas, por causa da Palma d'Ouro e de tudo o resto.
O meu francês é mais defeciente que a minha tesoura para canhotos comprada no chinês, por isso só agora é li esta BD, esperei pela eventual dobragem para inglês, e entretanto vou pensando em francês...

Antes de mais, nunca vi o filme. Mas tenciono ver.
Portanto, todo este post é apenas relativo ao livro e às minhas expectativas do filme (que pelo que me parece, pelos trailers e etc, é bem mais comprido, pesado e explícito).

Le Bleu est une Couleur Chaude é um graphic novel (ou romance gráfico? mas isso soa tão mal...) escrito e desenhado por Julie Maroh, que foi publicado há uns 3 ou 4 aninhos, e que até ao estrondo do filme, não era muito conhec…

Scott Pilgrim vs O (tão criticado) Filme

Scott Pilgrim vs The World é uma série de 6 comics de Brian Lee O'Maley, e é, sem dúvida, uma das minhas séries preferidas e das que me deu mais gozo ler.
Não só é um conjunto de livros como também tem um filme, com o mesmo nome, e tal como todos os filmes que são feitos a partir de livros/jogos/comics/etc, é alvo de imensas críticas e insultos.

Eu fiz este post não pra criticar ou falar mal, mas para comparar e tentar mais ou menos explicar porque é que gosto imenso de tanto uma versão como a outra.

Em primeiro lugar, tal como é de esperar, o enredo do filme não é completamente igual. Okay, no geral é mais ou menos a mesma coisa, acaba e começa da mesma maneira, mas o desenvolvimento é bastante destorcido e empacotado numa longa metragem de hora e meia, o que é compreensível visto que se fizessem a história toda integralmente, o filme tinha que ter umas 6 horas. O filme foi feito antes de terem acabado a série dos comics, o que justifica que o final da banda desenhada não seja co…

The Nao of Brown (graphic novel)

Quinta feira à tarde tive um ataque misto de ansiedade/nervosismo, e como sempre faço nessas situações, fui às compras. E como tenho a sorte de ter uma fnac perto de mim, foi lá que fui primeiro e também foi lá que desencantei este fantástico livro, edição de capa dura, com mais ou menos 200 páginas de puro prazer visual.
The Nao of Brown é uma graphic novel de Glyn Dillon, que é curiosamente amigo de Jamie Hewllett, o artista e cartoonista por detrás da Tank Girl e dos Gorillaz (o que faz dele um Deus com um lápis na mão).
O enredo é focado na protagonista, Nao, 28 anos, que se descreve a si própria como uma hafu - meia inglesa meia japonesa - que sofre de OCD, mas não é apenas aquela OCD de estar sempre a limpar tudo e a organizar fanáticamente e obcecadamente as massassinhas de letras na canja de galinha; ela tem pensamentos terríveis, macrabos e criminosos, que consequentemente dão-lhe vontade de cometer coisas que ela própria e qualquer pessoa ou autoridade policial condenaria. E…

I Never Liked You (graphic novel)

Parece-me um pouco arriscado fazer uma review de um livro que é considerado um best off das graphic novels/strip comics autobiográficas, mas, mesmo assim, vou continuar ahah.

I Never Liked You, de Chester Brown, foi originalmente publicado em várias tiragens, entitulado de Fuck, e centra-se na adolescência do autor e da sua relacção constrangedora com várias personagens do sexo oposto.

É aquilo a que eu chamo o 'meu tipo de livro'. É simples, despreocupado, mas, acima de tudo, honesto. Para mim, não me parece pretencioso ou arrogante, parece exactamente aquilo que deve ser - uma memória, fragmentada, em várias strips curtas que duram no máximo 2 ou 3 páginas.

Neste tipo de livros é fácil identificarmo-nos com as personagens, ou pelo menos sentir alguma coisa em relacção a elas, seja simpatia e compreensão ou então algo mais negativo.
Eu não sou um rapaz, mas mesmo assim consegui identificar-me com este livro, não através do protagonista, mas das várias raparigas que são aprese…

Friends With Boys (graphic novel)

Então parece que o primeiro post vai ser sobre esta graphic novel que comprei anteontem e que, infelizemente, já estou um pouco arrependida de o ter feito.

Friends With Boys, de Faith Erin Hicks, é um livro que me parecia interessante, não só porque o estilo do desenho me agradou à primeira como também parecia ter um tema divertido e/ou despreocupado. Mas foi uma desilusão.

Para começar, o estilo faz muito lembrar o Brian Lee O'Maley, os personagens têm as caras todas muito parecidas, o que geralmente não é muito bom (é um bocado monotomo não é?). Quer dizer, consegue-se ver que há uns que têm o nariz maior, ou sobrencelhas mais grossas, mas não passa disso. Se rapassemos o cabelo a todas as personagens, não iamos conseguir destinguir ninguém. Porém, no geral, as expressões e o grafismo em si é muito apelativo e bem conseguido, sem falhas anatómicas ou coisas do género. As roupas e a caracterização também são muito diversificadas, o que torna as personagens um pouco mais interessa…